| ENTREVISTA / JOSIAS GALENO

Qual a sua avaliação sobre a greve na Caixa?
Em primeiro lugar, avalio que ela demonstrou, mais uma vez ,o poder que tem a nossa mobilização. Apesar de vários colegas não terem participado ativamente das mobilizações, muitos preferindo ir à praia ou tirar "férias" quando deveriam fortalecer os piquetes, a paralisação foi vitoriosa.
Quais conquistas você considera mais importantes?
Mesmo não tendo alcançado todos os itens que buscávamos, conquistamos o abono, um índice de reajuste aquém do que merecíamos, haja vista as perdas acumuladas, além da promessa de contratação de mais 5 mil empregados, que esperamos seja realmente cumprida. No mais, devemos destacar que o maior problema na Caixa hoje, na relação com os seus empregados, está no tratamento ao pessoal pós-1998, que precisa fortalecer a luta pela isonomia com os empregados mais antigos, como também pela adoção do piso salarial estabelecido pelo Dieese, que hoje está em R$ 2.047,00 - valor que a Caixa tem plenas condições de pagar.
Como você avalia a promessa da Caixa de contratar mais cinco mil empregados?
Essa é uma das principais conquistas da campanha. Esperamos que ela de fato aconteça, para que a Caixa deixe de utilizar os serviços de estagiários, de menores e de adolescentes aprendizes em funções próprias de empregados efetivos, o que resulta em precarização da mão de obra. É certo que todos os estagiários, menores e adolescentes devem trabalhar, mas não em substituição aos empregados. No mais, é preciso que os empregados pós-1998 se mobilizem desde já, focando principalmente no piso salarial definido pelo Dieese. |